OS OBSTÁCULOS VIVENCIADOS PELOS DISCENTES SURDOS (AS) NA EDUCAÇÃO SUPERIOR
Resumo
Esta pesquisa investigou as barreiras enfrentadas por estudantes surdos no Ensino Superior, enfocando a implementação de políticas públicas e práticas pedagógicas inclusivas. No contexto brasileiro, embora existam políticas como a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEEPEI) e a Lei nº 10.436/2002, que garantem direitos educacionais aos surdos, a prática ainda enfrenta desafios significativos. O objetivo geral foi analisar a efetividade dessas políticas e identificar as lacunas na sua aplicação prática. Para tanto, adotou-se o paradigma neoperspectivista giftedeano, que permite a coexistência de verdades objetiva e subjetiva, e empregou-se o método hipotético-dedutivo para testar hipóteses formuladas a partir da literatura existente. A pesquisa incluiu uma Revisão Bibliográfica e Documental Narrativa (RBDN) para embasar as análises. Os principais achados revelaram que, apesar da existência de políticas públicas, a implementação é falha, resultando em uma "inclusão excludente" nas universidades. Foram identificadas lacunas na formação de professores e na adequação curricular. As contribuições teóricas incluem a crítica à dicotomia entre teoria e prática na educação inclusiva, enquanto empiricamente, a pesquisa oferece dados valiosos sobre as dificuldades enfrentadas por estudantes surdos. Metodologicamente, a aplicação do paradigma neoperspectivista e do método hipotético-dedutivo demonstrou ser eficaz para este tipo de investigação. O valor agregado desta pesquisa está em suas sugestões para melhorar as políticas públicas e práticas pedagógicas, contribuindo para uma educação mais inclusiva e equitativa.
Palavras-chave
Educação inclusiva, ensino superior, surdez, políticas públicas, formação docente